Guerra Fria: Conceitos e Construções Marcantes - A Cortina de Ferro

 

Mapa da Cortina de Ferro


Cortina de Ferro descreve a fronteira política que divide a Europa em duas áreas separadas desde o final da Segunda Guerra Mundial em 1945 até o final da Guerra Fria em 1991.

O termo simboliza os esforços da União Soviética (URSS) para se bloquear a si mesma e seus estados satélites do contato aberto com o Ocidente e seus estados aliados.

A União Soviética (ou URSS – nome oficial abreviado), era o maior país do mundo em extensão territorial (22,4 milhões de Km²), ocupando parte do continente europeu e grande parte do continente asiático. Era formada por 15 repúblicas:



Faziam parte da Cortina de Ferro as sete Repúblicas Europeias da URSS e os seguintes países do Leste Europeu:

  • Polônia
  • Alemanha Oriental
  • Tchecoslováquia
  • Hungria
  • Romênia
  • Bulgária

No lado leste da Cortina de Ferro estavam os países que estavam conectados ou influenciados pela União Soviética, enquanto no lado oeste estavam os países que eram membros da OTAN ou nominalmente neutros.

Como pode ser observado no mapa, a Albânia e a antiga Iugoslávia, que entre os anos de 1980 e 2000, foi dividida em sete países independentes, não eram considerados como pertencentes à Cortina de Ferro, embora fossem socialistas e localizados no leste europeu.  

Alianças econômicas e militares internacionais separadas foram desenvolvidas em cada lado da Cortina de Ferro.

Mais tarde, tornou-se um termo para a barreira física de cercas, muros, campos minados e torres de vigia de 7.000 quilômetros de extensão (4.300 milhas) que dividia o "leste" e o "oeste".

O Muro de Berlim também fazia parte dessa barreira física.

Durante a Guerra Fria, a Europa Oriental esteve sob o domínio (ou fazia parte) da União Soviética, enquanto os países da Europa Ocidental se mantiveram independentes, embora formassem um bloco político alinhado com os Estados Unidos.

Tanto os países do leste europeu quanto as repúblicas europeias e asiáticas que formavam a URSS, com suas línguas, etnias, culturas e estágio de desenvolvimento econômico muito diversos entre si funcionaram sob o estrito controle militar, geopolítico e econômico do estado soviético, sediado em Moscou.

Cortina de Ferro tornou-se um termo célebre para designar o domínio da extinta União Soviética sobre os países do leste da Europa.

O termo surgiu de um discurso do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, proferido a 5 de março de 1946 no Westminster College, na cidade de Fulton, Missouri, nos Estados Unidos.  No entanto, já havia sido usado antes, no mesmo contexto, por Joseph Goebbels, Ministro da Alemanha Nazista; Lutz Schwerin von Krosigk, Ministro da Alemanha Ocidental e pelo próprio Churchill, em maio de 1946.

Os dois blocos de países divididos pela Cortina de Ferro divergiam em vários aspectos:

·    No plano econômico, o Bloco Ocidental buscou a reconstrução no pós-guerra com  o Plano Marshall, enquanto o Bloco Oriental utilizou um modelo concorrente, denominado COMECON;

·  No plano militar, o Bloco Ocidental constituiu a Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN em 1949, enquanto o Bloco Oriental formou o Pacto de Varsóvia em 1955. É importante destacar que, na formação da OTAN, estão presentes, além dos países do oeste europeu, os EUA e o Canadá;

· No plano político, o Bloco Ocidental manteve como sistema econômico o capitalismo liberal, incluindo diferentes tipos de regimes políticos (desde democracias até regimes autoritários), enquanto o Bloco Oriental adotou o modelo do socialismo e a economia planificada, geralmente sob regimes autoritários de partido único.

A Cortina de Ferro além de representar a divisão ideológica, econômica e militar do mundo também foi instituída fisicamente, como pode se observar na foto abaixo, na fronteira entre a Alemanha Ocidental e a Tchecoslováquia.